29
Out 04
O diplomata é aquele que dá sete voltas à língua antes de começar a falar.

(Provérbio árabe)
publicado por Francisco Caramelo às 23:21

28
Out 04

Imagem.jpg



A exposição terá lugar na Biblioteca Nacional, a partir de 4 de Novembro

publicado por Francisco Caramelo às 22:31

26
Out 04

Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu:


tempo para nascer e tempo para morrer,


tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,


tempo para matar e tempo para curar,


tempo para destruir e tempo para edificar,


tempo para chorar e tempo para rir,


tempo para se lamentar e tempo para dançar,


tempo para atirar pedras e tempo para as juntar,


tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço,


tempo para procurar e tempo para perder,


tempo para guardar e tempo para atirar fora,


tempo para rasgar e tempo para coser,


tempo para calar e tempo para falar,


tempo para amar e tempo para odiar,


tempo para a guerra e tempo para a paz.


( Ecl. 3, 1-8)


 


Eis um trecho magnífico do Eclesiastes, livro sapiencial bíblico. A actualidade das suas palavras é uma característica comum dos textos de carácter sapiencial na antiguidade oriental, do Egipto à Mesopotâmia, passando pela Bíblia. Lembro-me de um discurso de Rabin, antigo Primeiro-Ministro de Israel, assassinado por um judeu de extrema-direita, a propósito da paz com a Palestina. Rabin transformou as palavras do Eclesiastes em apelo para a paz, pensando ter chegado o tempo da sua realização. Infelizmente, não foi assim. 


 


 

publicado por Francisco Caramelo às 09:52

24
Out 04

While the autumn moon is pouring full
On a thousand night-levels among towns and villages,
There meet by chance, south of the river,
Dreaming doubters of a dream . . .
In the trees a wind has startled the birds,
And insects cower from cold in the grass;
But wayfarers at least have wine
And nothing to fear - till the morning bell.

publicado por Francisco Caramelo às 21:14

23
Out 04

pound.jpg (22462 bytes)


O poeta americano Ezra Pound nasceu em 1885, em Hailey, no Idaho. Foi acusado e preso nos Estados Unidos por ter simpatia pelas ideias fascistas, durante a sua estada em Itália, onde permaneceu até 1945, e por ter tido um papel activo na emissão de programas de rádio de cariz propagandístico. Morreu em Veneza, em 1972.   


Uma das suas grandes obras intitula-se The Cantos. O poeta deixa-se influenciar pela poesia clássica chinesa e japonesa.


 


Canto XIII


Kung walked


by the dynastic temple


and into the cedar grove,


and then out by the lower river,


And with him Khieu Tchi


and Tian the low speaking


And ``we are unknown," said Kung,


``You will take up charioteering?


``Then you will become known,


``Or perhaps I should take up charioterring, or archery?


``Or the practice of public speaking?''


And Tseu-lou said, ``I would put the defences in order,''


And Khieu said, ``If I were lord of a province


``I would put it in better order than this is.''


And Tchi said, ``I would prefer a small mountain temple,


``With order in the observances,


with a suitable performance of the ritual,''


And Tian said, with his hand on the strings of his lute


The low sounds continuing


after his hand left the strings,


And the sound went up like smoke, under the leaves,


And he looked after the sound:


``The old swimming hole,


``And the boys flopping off the planks,


``Or sitting in the underbrush playing mandolins.''


And Kung smiled upon all of them equally.


And Thseng-sie desired to know:


``Which had answered correctly?''


And Kung said, ``They have all answered correctly,


``That is to say, each in his nature.''


And Kung raised his cane against Yuan Jang,


Yuan Jang being his elder,


For Yuan Jang sat by the roadside pretending to


be receiving wisdom.


And Kung said


``You old fool, come out of it,


``Get up and do something useful.''


And Kung said


``Respect a child's faculties


``From the moment it inhales the clear air,


``But a man of fifty who knows nothing


Is worthy of no respect.''


And "When the prince has gathered about him


``All the savants and artists, his riches will be fully employed.''


And Kung said, and wrote on the bo leaves:


If a man have not order within him


He can not spread order about him;


And if a man have not order within him


His family will not act with due order;


And if the prince have not order within him


He can not put order in his dominions.


And Kung gave the words ``order''


and ``brotherly deference''


And said nothing of the ``life after death.''


And he said


``Anyone can run to excesses,


``It is easy to shoot past the mark,


``It is hard to stand firm in the middle.''


 


And they said: If a man commit murder


Should his father protect him, and hide him?


And Kung said:


He should hide him.


 


And Kung gave his daughter to Kong-Tchang


Although Kong-Tchang was in prison.


And he gave his niece to Nan-Young


although Nan-Young was out of office.


And Kung said ``Wan ruled with moderation,


``In his day the State was well kept,


``And even I can remember


``A day when the historians left blanks in their writings,


``I mean, for things they didn't know,


``But that time seems to be passing.


A day when the historians left blanks in their writings,


But that time seems to be passing.''


And Kung said, ``Without character you will


``be unable to play on that instrument


``Or to execute the music fit for the Odes.


``The blossoms of the apricot


``blow from the east to the west,


``And I have tried to keep them from falling."

publicado por Francisco Caramelo às 21:44

21
Out 04


Trata-se de um selo-cilindro neo-assírio dos finais do séc. VIII a.C. Rolando sobre a placa de argila ainda crua, o selo-cilindro deixava uma impressão que, para além de identificar o seu proprietário, contituía uma composição visual que reflectia temáticas religiosas, cenas lúdicas, da vida quotidiana, entre outras. Neste caso, a deusa Ishtar, uma divindade muito importante na religião mesopotâmica, ocupa o espaço central da cena, montando o dorso de um leão. Ishtar, Inanna para os sumérios, era uma divindade com um perfil e atributos complexos, aparentemente contraditórios. Era, com frequência, representada como uma divindade associada à guerra, o que é visível na composição, não apenas pela associação com o leão, como também por se apresentar fortemente armada, com o arco na mão e armas às costas, visíveis atrás dos ombros. Paralelamente, era uma deusa associada ao amor e à sexualidade. Era igualmente a deusa da comunicação profética, que interpelava o rei assírio como uma mãe se dirige ao filho, prometendo-lhe protecção contra todas as adversidades. Este último aspecto é profusamente explorado nos oráculos neo-assírios. Estes atributos, a sua feminilidade, o seu lado guerreiro e agressivo e a sua vertente maternal só aparentemente são contraditórios. Na verdade, a sua conjunção fazia de Ishtar a grande divindade protectora do rei assírio.

publicado por Francisco Caramelo às 23:12

20
Out 04

 


Representação babilónica (c. 600 a.C.) do mundo conhecido. Trata-se de uma reprodução do mapa original, desenhado numa tabuinha de argila. O círculo interior representa o mundo, rodeado pelo oceano. Para além do círculo exterior, ficavam as áreas remotas e dsconhecidas (nagû). A Babilónia, atravessada pelo Eufrates, ficava no centro do mundo.     


Imagem2.jpg



 


 


 

publicado por Francisco Caramelo às 22:47

19
Out 04
Vai estar em exibição, nos próximos dias 22, 23 e 24 de Outubro, no Cinema S. Jorge, uma pequena mostra de cinema asiático. Eventuais interessados podem consultar o programa em http://www.asia.cinedie.com/
publicado por Francisco Caramelo às 23:58

18
Out 04

 



(o deus Ganesha)


Assisti hoje à palestra do Professor Luís Filipe Thomaz sobre a civilização indiana. Aprendi como sempre aprendo ao escutá-lo. O Luís Filipe levou quem o foi ouvir num périplo fascinante pela Índia. Entre as muitas histórias da história que nos contou, fez uma afirmação que me interessou particularmente. Reflectindo sobre onde acaba o ocidente e começa o oriente, disse-nos que a Índia participa mais dos ritmos do ocidente do que dos do oriente e ilustrou essa afirmação com três processos histórico-culturais decisivos: 1) as invasões europeias; 2) a expansão do helenismo; 3) as invasões muçulmanas. Deixou-me matéria suficiente para reflectir.

publicado por Francisco Caramelo às 22:27

17
Out 04
Este sábado, o Expresso trazia uma pequena notícia sobre o ensino das línguas orientais na Universidade de Aveiro, nomeadamente o mandarim e o árabe. A experiência já tem uns anos. Não é, todavia, caso único. O Instituto Oriental da FCSH da Universidade Nova de Lisboa há muitos anos que oferece cursos de árabe, de chinês, de japonês, de russo e de coreano. Para além de constituirem oferta curricular para os estudantes da Faculdade, funcionam igualmente como cursos livres abertos a todos os interessados. Há outros exemplos de ensino de línguas orientais. De facto, a procura por estas línguas não deve ser reduzida a um simples interesse cultural, o que já seria, no entanto, importante. O que a notícia nos mostra é uma visão pragmática da realidade. É preciso investir na aprendizagem das línguas orientais pois o mundo de hoje e particularmente o mundo da economia, das empresas mas também das relações políticas e diplomáticas e até dos media exige um contacto e uma comunicação mais directa. O ensino das línguas orientais constitui uma boa forma de abrir a universidade à sociedade e ao mercado de trabalho. Por outro lado, num tempo em que a procura de emprego é uma tarefa difícil para o jovem licenciado e em que as licenciaturas, por vezes demasiado generalistas, são acusadas de não prepararem para o mercado de trabalho, a aquisição de novas ferramentas e de competências específicas serão trunfos importantes. As línguas são instrumentos e meios de afirmação nacional. Por mais que o inglês se torne, ainda mais do que é, a língua franca, haverá sempre lugar para outras línguas. O mundo chinês, com toda a sua pujança económica, e o mundo árabe justificam o investimento no ensino e na aprendizagem das suas línguas. Para só falarmos nestes dois casos, que são os mencionados no texto da notícia. O exemplo da Universidade de Aveiro é um excelente exemplo pois traduz a visão da universidade e a sua capacidade de ler extramuros o sentido da realidade económica e social do mundo actual.       
publicado por Francisco Caramelo às 10:13

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