16
Out 04

A primeira iniciativa no âmbito do Programa de Estudos sobre a Civilização Indiana consistirá na conferência do Professor Luís Filipe Thomaz, intitulada «Grandes linhas da civilização indiana», que terá lugar no dia 18 de Outubro, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Auditório 3), pelas 18 horas. A entrada é livre.


É sempre um prazer escutar o Professor Luís Filipe Thomaz. Não devemos perder esta oportunidade.  

publicado por Francisco Caramelo às 20:52

13
Out 04

 


Matisse-2.jpg



Outra imagem do périplo marroquino de Matisse.


 

publicado por Francisco Caramelo às 19:36

12
Out 04
O CHAM organiza um programa de estudos sobre a civilização indiana. Trata-se de uma iniciativa excelente. No mosaico de orientes, eis mais uma janela que se abre para o conhecimento da Índia. Espero que capte o interesse de muitos e que seja uma iniciativa coroada de êxito.  

 


Image-India.jpg



Secretariado: Céu Diogo - (916855403)


Coordenação Executiva: Teresa Lacerda – (935055207)


Projecto Científico e Coordenação - Ana Salema


 



Faculdade de Ciências Sociais e Humanas


Avenida de Berna, 26 C


1069-061 LIsboaTel:  (351) 217972151/ Fax:   (351)  217977759


Instalações: Torre B, 6º andar, Gabinete 612


E-mail: cham@fcsh.unl.pt


Sítio: http://www.cham.fcsh.unl.pt








Da Índia conhecemos os elefantes, os faquires, o exotismo dos incensos, vagamente o Yoga, Goa e as raves, cinema que nunca vimos, Tagore que nunca lemos e pouco mais. Das Universidades portuguesas, os estudos da civilização indiana estão arredados. Todo o trabalho de estudo de línguas, elaboração de dicionários, conhecimento dessa cultura que foi desenvolvido séculos atrás está morto e arquivado. Orgulhamo-nos (?) da descoberta do caminho marítimo para a Índia; somos todos Vascos da Gama e Afonsos de Albuquerque de mares calmos mas nada sabemos do outro, daquele que supostamente descobrimos. A Índia e a Ásia em geral são grandes blocos culturais e económicos de população jovem e dentro de alguns anos vão absorver e potenciar enormes interesses do planeta. A Europa, desde 1994 tem definida uma estratégia para a Ásia que contempla os vários aspectos da actividade humana e alguns países europeus estão fortemente empenhados nesse futuro. A Universidade tem um papel chave a desempenhar neste contexto e este Programa de Estudos visa, primeiro que tudo, abrir uma porta para este Oriente multicultural e multilinguístico.


Através de práticas e saberes queremos estudar para interagir com a civilização indiana, conhecê-la para nos darmos a conhecer. Aqui, a Índia é o guru. Seremos aprendizes dedicados e actuantes.


 


Fernando Cardoso 2004-10-07



 


ÍNDIA: PRATICAS E SABERES


 


O presente programa propõe manifestações de natureza diversa reunindo especialistas nacionais e estrangeiros - indianistas, antropólogos, historiadores, filósofos, linguistas, médicos, musicólogos, artistas: 



  1. Um conjunto de palestras integrando os três módulos de um Curso Livre que abrange várias áreas da cultura indiana – tanto antigas como contemporâneas.

O primeiro módulo oferece uma introdução geral à história, pensamento e línguas desta civilização.


O segundo módulo contemplará as práticas pelas quais invariância e mudança se cruzam e dinamizam. Será questão tanto de práticas médicas e rituais como daquelas que emergem de diferentes motilidades politicas do império, da diáspora, da globalização.


O terceiro módulo compreenderá sabedorias e sapiências que, da filosofia à estética, se desdobram numa ampla paleta inteligível da natureza plural e plástica dos saberes e experiências pelos quais ainda hoje é determinada uma postura pan-indiana.



  1. As Jornadas de Filosofia Indiana, contando com a participação de algumas das figuras que na Europa mais se têm destacado neste domínio, oferecerão um espaço privilegiado de reflexão sobre questões e controvérsias que animam presentemente a filosofia indiana e comparada, tais como a doutrina do karman e a reencarnação, a proposta indiana de uma ecologia profunda, a grande controvérsia entre brâmanes e budistas, a representação grega da “filosofia dos bárbaros”, ou ainda a filosofia do ritual e do signo como novíssimas reflexões sobre as semiologias indianas.
  2. Concerto de Miguel Coira e Goyo Irigoyen. De la aerofonía al sincretismo musical.

4.   Três exposições


·        Celebração da Vida – Material diverso sobre e dos Warlis (tribo do Maharashtra) recolhido e apresentado por Dorothée Geffray.


·        Cadernos de Viagem II – Fotografias de Fernando Cardoso


·        The Forest of Bliss – Pinturas de Ana Marchand


5.   Mostra de filmes indianos a divulgar durante o mês de Novembro. 



Locais:


* As conferências, Curso Livre e Jornadas decorrerão de Outubro a Maio nas instalações da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.


* As exposições estarão patentes na Casa do Registo do Museu da Água bem como o concerto de música aerofónica que terá lugar a 17 e Dezembro.


 

publicado por Francisco Caramelo às 13:52

Quem conhece os homens é inteligente.


Quem se conhece a si próprio é Iluminado (ming).


 


Quem vence os homens tem força.


Quem se vence a si próprio é forte.


 


Quem sabe ter quanto baste é rico.


Quem é persistente tem ambição.


 


Dao De Jing

publicado por Francisco Caramelo às 08:49

11
Out 04

Nirvana


Paz das montanhas, meu alívio certo.


O girassol do mundo, aberto,


E o coração a vê-lo, sossegado.


Fresco e purificado,


O ar que se respira.


Os acordes da lira


Audíveis no silêncio do cenário.


A bem-aventurança sem mentira:


Asas nos pés e o céu desnecessário.


 


Miguel Torga

publicado por Francisco Caramelo às 22:17

10
Out 04

 


Bronzes.jpg


Não devemos deixar passar esta exposição sobre os bronzes de Xangai, anunciada pelo Expresso deste fim-de-semana. Oportunidades como esta não são muito frequentes.

publicado por Francisco Caramelo às 15:51

09
Out 04

NIRVANA


Para além do Universo luminoso,


Cheio de formas, de rumor, de lida,


De forças, de desejos e de vida,


Abre-se como um vácuo tenebroso.


 


A onda desse mar tumultuoso


Vem ali expirar, esmaecida...


Numa imobilidade indefinida


Termina ali o ser, inerte, ocioso...


 


E quando o pensamento, assim absorto,


Emerge a custo desse mundo morto


E torna a olhar as coisas naturais,


 


À bela luz da vida, ampla, infinita,


Só vê com tédio, em tudo quanto fita,


A ilusão e o vazio universais.

publicado por Francisco Caramelo às 22:30



Sonho-me às vezes rei, nalguma ilha,



Muito longe, nos mares do Oriente,



Onde a noite é balsâmica e fulgente



E a lua cheia sobre as águas brilha...



 



O aroma da mongólia e da baunilha



Paira no ar diáfano e dormente...



Lambe a orla dos bosques, vagamente,



O mar com umas finas ondas de escumilha...



 



E enquanto eu na varanda de marfim



Me encosto, absorto num cismar sem fim,



Tu, meu amor, divagas ao luar,





 



Do profundo jardim pelas clareiras,



Ou descansas debaixo das palmeiras,



Tendo aos pés um leão familiar.





 



(Antero de Quental)












Mais uma imagem do Oriente, da utopia oriental, que reflecte



um certo sentido de evasão e de procura da alteridade,



característica do séc. XIX.



 

publicado por Francisco Caramelo às 17:45

05
Out 04

 


Dao.jpg


Finalmente uma tradução em português do texto fundamental do Dao de Jing. Trata-se de uma edição bilingue. Quem não conhece o texto, vale a pena ler. Suscita uma profunda reflexão sobre questões fundamentais para o homem.

publicado por Francisco Caramelo às 14:34

Outubro 2004
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

14
15

22

25
27
30

31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO